Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

FRUTOS DIGNOS! Lc:3.11


 O Capitalismo Bíblico foi moldado pelo Pastor João Calvino em Genebra, como era uma cidade de refúgio para os protestantes fugidos das perseguições romanas, fazia-se necessário providenciar recursos financeiro para sustendo dos refugiados; A orientação para a população de Genebra era trabalhar gerando riquezas e o excedente ser utilizado no socorro dos necessitados até que eles pudessem se sustentar pelo seu próprio trabalho, gerando igualdade social; já o capitalismo anti-bíblico visa o acumulo de riquezas através da ganância, gerando desigualdade social; O Socialismo tem boas intenções mas na prática gera igualdade social nivelando o povo na pobreza. Kal Max não entendeu o Capitalismo Bíblico de Calvino! Mas e nós será que temos nos endurecidos com relação aos necessitados espalhados não só em nossa cidade como em Genebra, mas pelo mundo? Quem são os ricos na concepção de João Batista? Vejamos algumas proposições:
      (1). O profeta João Batista declarou que devemos produzir frutos dignos de arrependimento. LC:3.8; E que frutos são esses? Lc:3.10; A resposta dele foi de encontro a toda forma de cobiça, ganância, avareza, pois os fariseus  queriam ser batizados sem se despirem desses males que tanto tem destruído a sociedade. Daí aqueles que realmente estavam arrependidos de seus pecados começaram a perguntar como eles poderiam mudar essa situação. Para os ricos João Batista disse: “quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem, e quem tiver alimento faça da mesma forma”. Lc:3.11; Aqui no texto parece que o Profeta só estava falando para os grandes ricos que poderiam ajudar os necessitados; mas para o profeta que se vestia apenas com um vestido de pêlos de camelo, um cinto de couro e comia gafanhotos e mel. Mc:1.6; o seu conceito de rico era alguém que tinha alguma coisa que não estava precisando e que poderia muito bem dividir com quem não tinha nada; nesse sentido Jesus disse: “mais bem-aventurado é dar que receber”. At:20.35; Nós vivemos numa época  em que a maioria do povo tem sempre alguma coisa que poderia dividir com os que não tem nada! Pense naquela peça de roupa que mofa por falta de uso, naquele alimento que se estraga porque não tivemos vontade de comê-lo, naquele emprego extra que dizemos que paga uma “merreca”, etc, ou seja sempre temos alguma coisa que não precisamos, enquanto muitos não tem nada; a questão é que pensamos demais em nós e esquecemos dos outros. Hb:13.16; somos capitalistas selváticos e não nos damos conta disso!
     (2). Quando não nos sensibilizamos com a condição alheia, revelamos o nosso desafeto para com a Lei de Deus Rm:13.8-10; somos de certa forma um dos motivos pelo qual a desigualdade social está cada vez maior. Calvino comentando sobre o Ministério do rico Lv:19.10; e o Mistério do pobre, Dt:15.11; diz: “Nada possuo senão da mão de Deus; e onde haja eu de ver falta ou indigência, impõe-se que, segundo minha possibilidade, socorra eu aos que se acham em necessidades... ...Deus misturou os ricos e os pobres, afim de que tenhamos ocasião de fazer o bem”. Reter o bem é uma forma de subtrair algo que Deus colocou em nossas mãos para dar aos necessitados; é por conta disso que dificilmente um rico entra no Reino dos Céus, porque a avareza é idolatria. Cl:3.5; Quando alguém chega a nossa porta pedindo ajuda é Deus testando a nossa fé e o nosso amor para com o próximo, se não amamos o próximo que vemos como iremos amar a Deus que não vemos? 1Jo:4.20; Como iremos demonstrar amor se não exercitamos este mesmo amor? 1Jo:3.17; Como iremos demonstrar fé se não exercitamos esta mesma fé? Tg:2.14-17;
      Enquanto o conceito do mundo de bem-aventurado é aquele que acumula riquezas como o homem rico que se preocupou apenas com coisas materiais e se esqueceu das coisas espirituais; Deus lhe disse: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Muitos tem se preparado só para a vida temporal, estudar, trabalhar, casar, ter filhos, se aposentar; e a vida eterna ou a morte eterna quem tem se preparado para enfrentar esta eterna realidade? João Batista repreendeu os fariseus dizendo: “Quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? Lc:3.7; As riquezas não salvam! As obras não salvam! Negar a realidade do inferno também não salva! Só a fé em Cristo salva o pecador arrependido da ira vindoura, como está escrito “o justo viverá pela fé” Rm:1.17; Amém!
Pb. Silvio Romero Santos.    www.jornalapologetico.blogspot.com         

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