Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

domingo, 20 de maio de 2012

Pecado - O que todos devem saber?



A Relação entre  Adão e sua posteridade          Deus fez Adão e o estabeleceu como cabeça representativa dos seus descendentes - "entretanto, reinou a morte desde Adão a té Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram a semelhança da transgreção de Adão" (Rm 5.14). Esta representativida reunia os benefícios da sua existênciae suas responsabilidades. Para validar isto, Deus estabeleceu uma aliança de vida[1] com Adão - "de todas as árvores do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque , no dia que comeres, certamente morrerás" (Gn 2.16-17). A aliança consistia em (1) uma promessa (a vida); (2) uma condição (a obediencia); (3) uma penalidade à desobediência (a morte).           A responsabilidade de Adão era de obedecer e o benefício à essa obediência era a vida. Porém Adão infringiu a sua responsabilidade - "vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido , e ele comeu" (Gn 3.6) e no lugar do benefício da vida veio a maldição da morte - "e, expulso o homem , colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que revolvia para guardar o caminho da árvore da vida" (Gn 3.24). A morte é um dado real na existência de todos os homens. Talvez digamos: - mas a morte a que a Bíblia se refere é a física. Sim, é também física, porém é a morte espiritual e a incapacidade de relacionar-se com Deus que herdamos mais perigosamente.  Adão mostra-se moralmente perdido depois da transgreção da aliança - "quando ouviram a voz do Senhor Deus que andava na viração do dia pelo jardim, esconderam-se da presença do Senhor Deus" (Gn 3.8). Charles Hodge faz o seguinte comentário sobre esta questão: "este princípio representativo impregna toda Escritura. A imputação do pecado de Adão e sua posteridade não é um  fato isolado. É apenas a ilustração de um princípio geral"[2]. Esta realidade está claramente declarada quando Jó ao apresentar-se a Deus mostra-se moralmente perdido - "se como Adão, encobri minhas transgressões, ocultando meu delíto no meu seio" (Jó 31.33). Também na declaração de Davi ao explicar a razão do seu pecado - "eu nasci na iniquidade" (Sl 51.5a) e demonstra que isso é um fato por gerações - "e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl 51.5). Mais enfaticamente pela boca de Deus contra Israel se lê - "mas eles transgrediram a aliança, como Adão; eles se prostram aleivosamente contra mim" (Os 6.7).           A doutrina do pecado leva em conta o principio  básico de que Adão foi dotado de capacidade de administração na sua existência e que somos a continuação dessa existência. Assim como continuidade herdamos também sua incapacidade adquirida pelo pecado. Temos a consciência de que herdamos tão plenamente a morte  e o pecado quanto o ato de nos multiplicarmos (Gn 1.27), "portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, a pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rm 5.12).  O efeito do pecado no homemA Bíblia nos mostra que em Adão nós morremos - "porque assim como, em Adão, todos morrem" (1Co 15.22a). O pecado portanto não nos deixou numa cama ao ponte de podermos esticar o braço para pegar o remédio na cabeceira da cama. Mas se pudéssemos olhar para o estado de pecador como enfermo, diríamos  que este enfermo está cego - "porque o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos" (2Co 4.4)[*]. e cego, de modo que não pode ver onde está o remédio. Está fraco - "porque Cristo, quando éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" (Rm 5.6), e fraco de tal mode que não pode esticar o braço. E por último este cego e fraco tem ódio do médico - "se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim" (João 15.8a)[3].           A natureza pecaminosa afeta o homem gravemente e produz consequências eternas. Priva os homens de exercer qualquer bem espiritual ainda que possam produzir algum bem natural. Mas ainda podemos também perguntar o seguinte: é possível haver alguma vontade de fazer o bem? Sim, mas não o faz, e  clara para isto é dada assim: "porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19). Pode-se perguntar mais ainda: mas não é dito que querer é poder? A resposta para esta pergunta é: "porque eu sei que em mim, isto é na minha carne não habita bem nenhum, pois o querer fazer o bem está em mim; não porém, o efetuá-lo" (Rm 1.18). Então, a não ser que este homem seja despertado e convencido de seu estado (Jo 16.8), jamais produzirá o bem.           O homem está morto e sua vontade escrava pelo pecado. Se os filhos de Deus estão livres - "se pois o filho vos libertar verdadeiramente sereis livres" (Jo 8.36) como estão os que não são filhos? - "nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da ira" (Ef 2. 2). Nos é conhecido que o escravo faz a vontade do seu senhor. Sendo assim, qual vontade o homem faz sendo ele pecador? Eis a resposta: "entre os quais também todos nós andávamos outrora, segundo as inclinações da carne e dos pensamentos, e éramos, por natureza, filhos da ira como também os demais" (Ef 2.3). A liberdade é quebrar as algemas da natureza pecaminosa que não produz nada digno de salvação. Enxergar esta verdade, convencidos por ela é caminhar para o consolo da cruz que tem o poder de fazer morrer a morte que nos escravisa.__________[1]Aliança de vida e Pacto de Obras têm o mesmo sentido. Pacto de Obras é porém um termo usado mais comumente usado pelos reformadores enquanto João Calvino prefere dar o nome do pacto feito com Adão a Pacto de Vida ou Aliança de Vida.[2]Charles Hodge, Teologia Sistemática - São Paulo: Hagnos, 2001. p.631. (Charles Hodge, 1797-1878).[3]Adaptação da ilustração de Arthur W. Pink em Deus é Soberano - São José dos Campos-SP: Editora Fiel - 2008. p.118. [*]substitui a referência Ef 4.18 publicada originalmente no livro.

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