Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O (meu) amor de Deus.



Ao discorrer-se a respeito da extensão da morte de Cristo –  quem foi objeto do sacrifício da cruz – sempre surgem vozes que tentam engrandecer o “amor de Deus” adequando-o ao seu próprio meditar. Confesso que essas vozes, por regra, surgem de mentes que adotam uma hermenêutica compromissada com valores sociais, humanizando as Escrituras, e dentre outras particularidades, notadamente, objetivam agradar aos ouvintes. Obrigatoriamente desprezam um número significativo versículos bíblicos além de contrariar a ideia geral dos escritos sagrados. A partir daí, surgem questionamentos estranhos na busca de garantir “um quê de humanidade” a Deus, que, alegam, foi subtraída por aqueles que radicalizam a mensagem do Evangelho: Cristo salva com base em seu amor? Em sua graça ou sua misericórdia? Essas interpelações surgem com euforia e nem sempre movidas pelo Espírito de Deus. Subjaz a essa argumentação a espúrio princípio de os atributos podem separar-se do ser, assim coexistem independentes um Deus amoroso ao lado de um Deus misericordioso sem que esses deuses expressem uma única pessoa. um espécie de Triunidade multiplicada por -1 (menos 1).Gostaria de pensar sobre o amor de Deus.As pessoas afirmam que Deus é amor, e isso é verdadeiro (1 Jo 4.8,16 e em muitos outros textos). Mas, investigar os bastidores dessa verdade encontraremos muito do coração humano e pouco da verdade de Deus. Precisamos primeiramente reconhecer que o amor É DE DEUS e não nosso. Operamos em grande erro tentar definir o amor de Deus projetando a partir de nós mesmos o amor de Deus, que é dEle. O império da religiosidade que atua na interpretação das Escrituras tornou comum e arbitrário definirmos quem é Deus, sem oferecer-Lhe uma chance dEle próprio dizer quem é. Esse mesmo “roteador” oferece o caminho para que definamos o amor de Deus. Tento nas Escrituras identificar o amor de Deus, para que não obtenha o “meu amor em Deus”. O que podemos, ou melhor, o que as Escrituras  dizem do amor de Deus?  Antes devemos saber o que Deus define por amor, mas em nós: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama”. (Jo 14:21). Assim uma expressão do nosso amor é obedecer ao Senhor, então obediência é uma face do amor. O amor está imbricado com a Palavra do próprio Deus, e não é um sentimento de egoísmo e possessão da carne. Não podemos tomar o que entendemos por amor e substituir pelo conceito de amor de Deus presente nas Escrituras.   É completamente refutável a ideia de projetarmos o que entendemos e vivenciamos por amor de Deus. Pois, o amor de Deus tem base nEle e NÃO na liberdade das introspecções corrompidas do nosso coração. As Escrituras desautorizam ao homem projetar o amor de Deus a partir de si mesmo. O amor de Deus tem como desejo nossa obediência. Da aparte de Deus flui o amor que é retribuída pela conduta. O amor de Deus NÃO é regido pela liberdade das conjecturas  humanas. É o que diz: “Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos”; (1 Jo 5:3).O amor de Deus não é NATURAL em nós, não o temos por nascimento, não nos veio por herança de nossos pais, mas concedido pelo Espírito do Senhor, um dom de Deus. Um motivo a mais para irmos às Escrituras para “aprendermos o amor de Deus”. e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5:5)Se nós recebemos esse amor, ele não é universal. Dentro de outra dimensão do amor de Deus, Jesus afirma para alguns religiosos “que não tendes em vós o amor de Deus”. (Jo 5:42). Mais um argumento que não podemos definir o amor de Deus a partir da experiência pessoal, pelo contrário apenas aqueles que receberam o dom do Espírito, por meio das Escrituras podem conhecer o amor de Deus. 

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