Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

2 PEDRO 3,0 – COMENTÁRIOS



vivendopelapalavra.com Por: Helio Clemente 2 Pedro 3,9: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum (de vós) pereça, senão que todos (vós) cheguem ao arrependimento”. O sentido deste verso é bastante claro: Deus é longânimo “para convosco”, não é longânimo para todo o mundo, mas somente para os destinatários da carta. Desta forma, na sequência da idéia, Ele continua se dirigindo aos destinatários da carta, não quer que “nenhum (de vós)” pereça, e que “todos (vós)” cheguem à salvação. Nas Similitudes, Pastor de Hermas, este verso está escrito conforme a interpretação correta, de acordo com a regra de que a Escritura interpreta a Escritura: As Similitudes - viii, xi,1 - no Pastor de Hermas (130-150 d.C.) diz: “Mas o Senhor, sendo longânimo, deseja (thelei) que todos os que foram chamados (tem klesin ten genomenen) através de seu filho sejam salvos”. François Turretin: “A vontade de Deus aqui mencionada não deve ser estendida além dos eleitos e crentes, por causa de quem Deus adia a consumação dos tempos, até que o número seja completado. Isso é evidente a partir do pronome convosco que a precede, designando com suficiente clareza os eleitos e crentes, como em outro lugar mais de uma vez, o que, para explicar, ele adiciona, não querendo que nenhum, isto é, de vós, pereça”. Charles Owen: “A vontade de Deus, dizem alguns, para a salvação de todos, é aqui colocada tanto negativamente; Ele não quer que ninguém pereça, como positivamente; Ele quer que todos cheguem ao arrependimento. Não é necessário gastar muitas palavras para responder essa objeção, arrancada do mau entendimento e da corrupção evidente dos sentido das palavras do apóstolo. Que expressões indefinidas e gerais devem ser interpretadas numa proporção explicável às coisas que delas são afirmadas, é uma regra na abertura da Escritura. O senso comum não ensina que ‘nós’ deve ser repetido em ambas as seguintes cláusulas, para fazê-las completas e plenas, - a saber: ‘não querendo que nenhum de nós pereça, senão que todos (de nós) cheguem ao arrependimento’. Agora, verdadeiramente, argumentar que porque Deus não quer que nenhum daqueles pereça, mas que todos deles cheguem ao arrependimento, portanto, Ele tem a mesma vontade e intenção para com todos e cada um dos homens no mundo (até mesmo aqueles a quem Ele nunca fez conhecida Sua vontade, nem jamais chamou ao arrependimento, se eles nunca ouviram sobre o Seu caminho de salvação), não fica muito longe da extrema loucura e tolice. Eu não preciso adicionar qualquer coisa concernente às contradições e inextricáveis dificuldades com que a interpretação oposta é acompanhada. O texto claro é que todos e somente os eleitos Ele não quer que pereça”. John Gill: “Não é verdade que Deus não deseja que nenhum indivíduo da raça humana não pereça, visto que ele tem feito e apontado o ímpio para o dia do mal, até mesmos os homens ímpios, que foram pré-ordenados para essa condenação, tais como são vasos de ira preparados para a destruição; sim, há alguns a quem Deus envia fortes desilusões, para que eles possam crer na mentira, para que todos possam ser condenados. Nem é a Sua vontade que todos os homens, nesse sentido mais amplo, cheguem ao arrependimento, visto que Ele retém de muitos tanto os meios como a graça do arrependimento”. Gordon Clark: “Os Arminianos têm usado o versículo em defesa de sua teoria da expiação universal. Eles crêem que Deus desejava salvar todo ser humano sem exceção e que algo além do Seu controle aconteceu, de forma que frustrou o Seu eterno propósito. A doutrina da redenção universal não somente é refutada pela Escritura em geral, mas a passagem em questão torna tal visão um absurdo. Pedro está nos dizendo que o retorno de Cristo espera o arrependimento de certas pessoas. Agora, se o retorno de Cristo aguardasse o arrependimento de todo indivíduo sem exceção, Cristo nunca voltaria. Essa não é uma interpretação nova”.

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