Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

[Mensagem de Páscoa] Jesus sofreu e morreu para absorver a ira de Deus



Por John Piper “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado no madeiro).” (Gálatas 3:13) “Deus propôs [a Cristo], no Seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a Sua justiça, por ter Deus, na Sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos.” (Romanos 3:25) “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (I João 4:10) Se Deus não fosse justo, não haveria exigência para o sofrimento e a morte de Seu Filho. E se Deus não fosse amoroso, não haveria disposição do Filho de sofrer e morrer. Mas Deus é justo e amoroso. Assim, Seu amor se dispõe a cumprir as exigências de Sua justiça. A lei de Deus exige: “amarás… o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deuteronômio 6:5). Porém, todos temos amado mais a outras coisas. O pecado é isso: desonrar a Deus pela preferência de outras coisas, e agir com base nessas preferências. Assim, diz a Bíblia que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). Nós glorificamos aquilo em que mais temos prazer. E não é Deus. Sendo assim, o pecado não é algo pequeno, porque não é uma falta contra um pequeno suserano. A seriedade do insulto aumenta com a dignidade d’Aquele que é insultado. O Criador do universo é infinitamente digno de respeito, admiração e lealdade. Sendo assim, deixar de amá-Lo não é trivial – é uma traição. Difama a Deus e destrói a felicidade humana. Como Deus é justo, Ele não varre esses crimes para debaixo do tapete do universo. Ele tem ira santa contra eles. Merecem a punição e isso fica muito claro “porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4). Existe uma santa maldição pairando sobre todo o pecado. Não punir seria injustiça. Seria endossar o desmerecimento de Deus. Uma mentira estaria reinando sobre o cerne da realidade. Assim, Deus disse: “maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei, para praticá-las” (Gálatas 3:10; Deuteronômio 27:26). Mas o amor de Deus não descansa com a maldição que paira sobre toda a humanidade pecaminosa. Ele não se contenta em demonstrar a ira, por mais santa que seja. Assim, Deus envia seu próprio Filho para absorver a Sua ira e carregar a maldição no lugar de todos quantos n’Ele confiam. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gálatas 3:13). É esse o significado da palavra “propiciação” no texto acima citado (Romanos 3:25). Refere-se à remoção da ira de Deus por prover um Substituto. O próprio Deus oferece o Substituto. Jesus Cristo não apenas cancela a ira; Ele absorve-a e desvia-a de nós para Si mesmo. A ira de Deus é justa, e foi executada, não retirada. Não podemos brincar com Deus ou deixar por menos o Seu amor. Jamais estaremos diante de Deus maravilhados por sermos por Ele amados até que reconheçamos a seriedade de nosso pecado e a justiça de Sua ira contra nós. Mas quando, pela Graça, acordamos para nossa própria indignidade, podemos olhar o sofrimento e a morte de Cristo e dizer: “nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (I João 4:10). Fonte: A Paixão de Cristo (Editora Cultura Cristã) Extraído de: Monergismo.com

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