Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Liberdade Cristã – Visão Reformada


“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.”   Gálatas 5.1 A salvação em Cristo é libertação, e a vida cristã é uma vida de liberdade – pois Cristo nos libertou (Gl 5.1; cf Jo 8.32,26). A ação libertadora de Cristo não é basicamente de melhoramento social, político ou econômico, como hoje, às vezes, se sugere; é a libertação do jugo da lei como meio de salvação; é a libertação do poder do pecado e da superstição. Primeiramente, o cristão é libertado da lei como sistema de salvação. Sendo justificado pela fé em Cristo, não está mais sob a lei de Deus, mas sob a sua graça (Rm 3.19; 6.14-15; Gl 3.23-25). O seu status diante de Deus (a “paz” e o “acesso” de Rm 5.1-2) é assegurado porque ele foi aceito e adotado em Cristo. Não depende e jamais dependerá daquilo que faz, e nem jamais estará em perigo por aquilo que deixar de fazer. Ele vive não porque é perfeito, mas porque é perdoado. Embora sejam decaídos, os seres humanos pensam poder ganhar um relacionamento correto com Deus, mediante disciplinas de obediência, de rituais e ascetismo. Sem a justiça de Deus, eles procuram “estabelecer a sua própria” – Como Paulo descreve os judeus (Rm 10.3). Paulo sabia que esse é um empreendimento sem esperança. Nenhum desempenho humano será bom o suficiente, e há sempre desejos errados no coração, não importando quão corretas sejam as ações exteriores (Rm 7.7-11; cf Fp 3.6). Deus olha primeiro para o coração. Longe de abrir o caminho para a vida, a obra da lei é despertar, desmascarar e condenar o pecado que permeia nossa vida moral, fazendo-nos cientes de sua realidade e conseqüências (Rm 3.19; 1 Co 15.56; Gl 3.10). A futilidade de considerar a lei como um sistema de salvação e de procurar justiça por meio dela torna-se plenamente evidente (Gl 3.10-12; 4.21-31). Essa futilidade é a escravidão à lei, da qual Cristo nos liberta. Em segundo lugar, os cristãos foram libertados do domínio do pecado (Jo 8.34-36; Rm 6.14-23). Foram sobrenaturalmente regenerados e vivificados para Deus, através de sua união com Cristo na sua morte e na sua vida ressurreta (Rm 6.3-11). O desejo de seu coração agora é servir a Deus em justiça (Rm 6.18,22). O domínio do pecado envolve não só constantes atos de desobediência, mas também constante menosprezo da lei moral de Deus, criando, às vezes, ressentimento ou, mesmo, ódio para com a lei. Agora, contudo, sendo transformados no coração, sendo motivados pelo sentimento de gratidão pelo dom da graça e energizados pelo Espírito Santo, os cristãos servem “em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Rm 7.6). Em terceiro lugar, os cristãos foram libertados da superstição, inclusive da idéia de que a matéria e o prazer físico são intrinsecamente maus. Contra essa idéia, Paulo insiste em que os cristãos são livres para desfrutar de todas as coisas criadas como dádivas boas de Deus (1Tm 4.1-5), na construção de não transgredirmos a lei moral, nem atrapalharmos o nosso bem-estar espiritual ou o dos outros (1Co 6.12-13; 8.7-13). Fonte: Bíblia de Estudo de GenebraUm Canal Reformado! Sempre reformando!

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