Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O maior segredo de uma vida santificada está na mente - John Stott


Devemos considerar-nos mortos para o pecado, mas vivos para Deus ( Rm 6.11 ) Se a morte de Cristo foi uma morte para o pecado (o que de fato foi), e se sua ressurreição foi uma ressurreição para Deus (e ela o foi), e se pela fé e o batismo nós nos unimos a Cristo em sua morte e ressurreição (o que de fato aconteceu), então nós mesmos morremos para o pecado e ressuscitamos para Deus. Devemos, portanto, consideramos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em (ou seja, em virtude de nossa união com) Jesus Cristo. Este "considerar-se" não é um faz-de-conta. Não se trata de forçar a nossa fé até o limite, a fim de acreditarmos naquilo que na verdade não acreditamos. Não é uma questão de fingir que a nossa velha natureza morreu, quando nós sabemos perfeitamente que ela não morreu. Em vez disso, trata-se de nos apercebermos e de lembrarmos que o nosso velho eu de fato morreu com Cristo, o que colocou um fim em sua carreira. Temos de considerar o que de fato nós somos, a saber, que estamos mortos para o pecado e vivos para Deus, assim como Cristo. Uma vez compreendido isso — que a nossa velha vida terminou, que o resultado final foi lançado, a dívida paga e a lei satisfeita — não vamos mais querer coisa alguma com ela. Olhe para o  velho João da Silva. Sua vida dividia-se em duas partes, sua biografia em dois volumes. O volume 1 encerrou-se com a morte legal do seu antigo eu; o volume 2 abriu-se com a sua ressurreição. Ele não pode esquecer estes fatos acerca de si mesmo. Paulo convoca-o, não a fingir ou ignorar, mas sim a refletir e a rememorar. Ele tem de lembrar-se constantemente: "O volume 1 foi fechado há muito tempo. Agora eu estou vivendo o volume 2. É inconcebível que eu reabra o volume 1, como se minha morte e ressurreição com Cristo nunca tivessem ocorrido." Pode uma mulher casada viver como se ainda fosse solteira? Bem, poder ela pode, eu acho; não é algo impossível. Mas é bom ela lembrar quem ela é. E só olhar para a aliança de casamento, o símbolo de sua nova vida de união com seu marido, e ela há de querer viver de acordo com sua posição de mulher casada. Pode um cristão nascido de novo viver como se ainda continuasse em seus pecados? Bem, poder, eu acho que ele pode, pelo menos por um tempo. Não é algo impossível. Mas deixe ele lembrar quem ele é. É só recordar o seu batismo, símbolo de sua nova vida de união com Cristo, e ele há de querer viver de conformidade com o compromisso. Assim, o maior segredo de uma vida santificada está na mente. Consiste em saber (6a) que o nosso velho eu foi crucificado com Cristo, em saber (3) que o batismo em Cristo é batismo na morte e ressurreição de Cristo, e é em considerar (11) que através de Cristo nós estamos mortos para o pecado e vivos para Deus. Precisamos relembrar, ponderar, compreender, registrar estas verdades até que elas se tornem parte tão integrante de nossa mente que um retorno à antiga vida seja algo inconcebível. Para um cristão regenerado, o simples contemplar a possibilidade de uma volta à vida de antes deveria ser tão inconcebível quanto um adulto querer voltar à infância, uma pessoa casada querer voltar a ser solteira ou um prisioneiro libertado considerar voltar à sua cela na prisão. Pois a nossa união com Jesus Cristo rompeu com a nossa velha vida e nos comprometeu com uma vida totalmente nova. E entre essas duas vidas coloca-se o nosso batismo, como uma porta entre dois cômodos, fechando-se para um e abrindo-se para o outro. Nós já morremos, e ressuscitamos. Como poderíamos viver de novo naquilo para o qual já morremos?

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