Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O primo feio de Jó


A pregação de um evangelho diluído não poderia resultar em outra coisa senão na formação de crentes nada parecidos com Jó. Todos conhecem a história. Jó passou por angústias terríveis e deixou bem claro que a soberania de Deus é absoluta, até mesmo sobre o mal. Sua dor não era fruto do acaso, ele não se fez de vítima de uma guerra espiritual entre o bem e o mal. Jó deixa bem claro que não há dualismo! Jó 2:10 - “Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.” Que direito o homem pode achar que tem? Se o homem não tem o controle de sua própria vida e do número de seus dias, como pode ser dono ou encontrar-se merecedor de alguma coisa? Tg 4:13-15 – “Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.” Tudo é por graça! Jó 1:21 - “Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.” Até mesmo aquilo que você acredita ser fruto apenas de seu trabalho e esforço vem das mãos do Senhor: Ec 2:24 - “Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer que a sua alma goze do bem do seu trabalho. Vi que também isso vem da mão de Deus.”  Ouvi, na semana passada, o triste relato de um irmão que abandonou a igreja após algum tempo de serviço como integrante do ministério de louvor de sua igreja além de outras atividades que desempenhava. O motivo da virada é simples: bateu com o carro de um amigo pela manhã e à noite teve seu próprio carro roubado na porta da igreja. Sua reação foi a esperada para o Jó da pós-modernidade, do Deus a serviço do homem: — Como você pôde Deus deixar isso acontecer comigo? Eu sou um dizimista fiel, canto louvores na sua igreja, trabalho incessantemente na sua obra para ganhar isso como pagamento? Não quero saber mais de igreja. Chega! Quanto à atitude dele, acredito que não preciso falar mais nada. O contraste entre o exemplo de Jó e o exemplo dele é suficiente para mostrar a deficiência no amadurecimento da vida cristã. Mostrou que é apenas mais um nessa massa de crentes mimados que estão sendo produzidos nas igrejas de hoje. As palavras de consolo encerram a experiência da pior maneira. — Irmão, é assim mesmo. O mundo é do maligno! As pessoas podem não defender a teologia da prosperidade declaradamente, mas acabam propugnando-a quando tomam atitudes como a desse pobre irmão. Não entrego o dízimo por reconhecer a mordomia, mas para ter poder de barganha. Ora, sem entregar o dízimo não posso fazer prova de Deus, ou melhor, colocá-lO contra a parede para me abençoar. Não trabalho na igreja pelo prazer de servir o Rei dos Reis pelo o que Ele é, mas para chantageá-lO em favor das minhas necessidades. Estou do lado de Deus para ter um guarda-costas contra o diabo e sua turma. Seus serviços de guarda-costas celestial não é de Graça, mas por mérito; afinal, faço muitas coisas no seu reino para conquistar o seu favor. Lamentável... Que essa experiência possa servir de reflexão para ele, os irmãos daquela igreja, e a todos nós. Que possamos questionar os motivos que movem o nosso coração no serviço cristão. Por que sou cristão? Eu amo apenas as bênçãos ou amo incondicionalmente o abençoador? Se Deus ama a todos incondicionalmente, porque devemos amar a Deus sob a condição de sermos abençoados? Como todas as coisas podem cooperar para o meu bem sem que Deus esteja no controle de todas as coisas, até mesmo do mal no mundo? Autor: André R. Fonseca www.andreRfonseca.com Twitter: @andreRfonseca Fonte da imagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mirror.jpg

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