Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Construindo com Convicção


Por Rc Sproul Onde quer que as pessoas se reúnam para adorar a Deus, quer seja em uma ilha deserta ou em uma metrópole em crescente desenvolvimento, quer seja nas planícies africanas ou no frio inverno da Sibéria, as pessoas se preocupam em adorá-lo nos termos do que é bom, verdade e belo. No livro de Êxodo, nós vemos a origem do tabernáculo, o qual era a casa de Deus. Esta era a casa para onde as pessoas vinham se encontrar com o Deus vivo. A fim de preparar aquela casa, o Senhor deu instruções meticulosas, com riqueza de detalhes, tais como o local para a reunião deveria ser construído. Nós sabemos que há lares ou casas com todos os tipos de formas ou tamanhos. Algumas são decoradas, outras simples, provendo meramente o básico necessário para servir de abrigo. Há cabanas, ocas, iglus (casa do esquimó), castelos e mansões da época da rainha Vitória. O tabernáculo possuía um design particular. Era o lar onde Deus se encontraria com o seu povo. O antigo Testamento dedica mais capítulos à construção do tabernáculo do que em todo o livro de Romanos. Isto demonstra a preocupação que Deus tem para como ele é adorado. Desde o princípio, de Caim e a Abel ao modelo do Novo testamento, Deus tem exigido que a verdadeira adoração seja feita em espírito e em verdade ( João 4:24). Deus é a fonte, a origem e a norma de tudo o que é verdadeiro. Seu julgamento contra todas as formas de culto falso e idolatria vem através de todas as épocas. A idolatria é tão perniciosa porque ela distorce e sufoca a verdade de Deus. Do mesmo modo, Deus é a fonte, a origem e a norma de tudo o que é bom. O mal em todas as suas formas representa uma transgressão ou afastamento do bem. No contexto da adoração, a bondade deve ser o foco da atenção. Finalmente, Deus é a fonte, a origem e a norma de todo o que é belo. Assim como tudo que é verdadeiro aponta para Deus, e tudo o que bom aponta para Deus, logo tudo o que autenticamente belo também aponta para a fonte e origem desta beleza. O tabernáculo do Antigo testamento era apenas uma sombra das coisas que estavam por vir. O que antes estava na sombra foi aperfeiçoado no perfeito sacrifício do cristo encarnado, que era, durante Sua primeira vinda, Deus “Tabernaculando” entre Nós. Uma vez que a essência da sombra do tabernáculo foi aperfeiçoada em Cristo, muitos têm chegado à conclusão de que Nós não temos mais nada a aprender com estas instruções. Dizem que nós não devemos olhar para ele como um modelo para as igrejas do Novo Testamento, como não tendo nenhum significado já que Jesus cumpriu cabalmente a função do tabernáculo. Porém, numa rápida análise, levanta-se a questão: há princípios transferíveis encontrados na construção do tabernáculo que podem ser úteis para a construção de casas de adoração no Novo Testamento? Creio que sim. Quando nós olhamos as instruções para a construção do tabernáculo do Antigo Testamento até ao detalhe dos fios e linhos que foram usados nas vestes de Arão e dos sacerdotes, aprendemos que eles foram desenhados “para glória e beleza” (Êxodo 28:2, 40). Mas para glória de quem eles foram desenhados? Não para os seres humanos que ministravam no tabernáculo. Indiscutivelmente, a glória que está em vista é a glória de Deus. A beleza é para manifestar esta mesma glória. É a glória de Deus que está em destaque no tabernáculo. Uma vez que Cristo cumpriu todos os aspectos do sistema sacrificial empreendidos no Antigo Testamento significa que aquela preocupação de Deus para com a Sua glória e beleza se acabou? Acho que não. Deus não perdeu nada de Sua glória ou de sua beleza. O princípio de buscar mostrar Sua glória e sua beleza nos lugares onde nós encontramos não é algo que pode ser simplesmente descartado. Sabemos que é assim porque os materiais mais nobres disponíveis para os seres humanos foram usados para adornar o santuário pela própria ordem de Deus. Os artesãos mais habilidosos foram empregados para construir os vasos sagrados. As primeiras pessoas mencionadas na bíblia como sendo cheias do Espírito Santo foram os artesãos quem Deus selecionou para esta tarefa.  Novamente, Sua casa, Seu local de encontro com seu povo, existia para mostrar sua glória e Sua beleza. A verdadeira beleza de Sua Santidade. Nos nossos dias, temos visto um amplo movimento para abandonar toda a “igrejisse” das igrejas. Apesar de usarmos estilos arquitetônicos projetados para chamar a atenção para a majestade transcendental de Deus – a beleza da Sua Santidade e glória – nós temos ido na direção da pura funcionalidade. Agora as igrejas são projetadas para dar conforto e para serem úteis. Nós já vimos púlpitos de igrejas sendo removidos ou o uso de púlpitos portáteis para não atrapalharem os eventos. Contrariamente, nas igrejas da história cristã, particularmente nas igrejas reformadas, o púlpito surgiu como o elemento dominante do interior do edifício, indicando a importância central da Palavra de Deus, a absoluta significância da verdade de Deus. Ao mesmo tempo, a pregação da palavra de Deus chama o povo do pecado para a justiça, enfatizando a importância central da bondade para a vida cristã. Algo se perdeu na mudança para a pura funcionalidade. Em uma análise final, nós perguntamos o que aconteceu com a beleza? As igrejas modernas tendem a parecer com galpões pré-fabricados, ou elas são projetadas para serem salões de música funcionais tanto que talvez a parte musical tenha o maior destaque no culto. No Antigo Testamento, a pessoa toda estava envolvida no culto. A mente estava envolvida com Palavra de Deus. A música dos corais e os instrumentos mencionados em muitos dos Salmos eram elementos do culto. Havia uma beleza auditiva. Havia uma beleza visual. Havia até uma beleza olfativa com o doce aroma de incenso que era parte da experiência do culto. Todos os cinco sentidos, assim como a mente, estavam envolvidos no culto bíblico. Se temos que adorar a Deus completamente em Espírito e em verdade, nós precisamos incorporar beleza à reunião do Seu povo sempre que possível. Este é o modelo que Deus seguiu quando Ele projetou o tabernáculo, Seu local de habitação em Israel. Não há nada na história redentora que tornaria, de repente, beleza, bondade ou verdade em algo ultrapassado ou insignificante. Estes elementos, os quais apontam para Deus, são sempre e em qualquer lugar, em qualquer época, em qualquer nação, elementos significantes do culto divino.   _________________________ Tradução: Renato da Silva Barbosa Fonte: www.ligonier.org Extraído do site: Eleitos de Deus Informe autores, tradutores, editora, links de retorno e fonte. Não é autorizado o uso comercial deste conteúdo. Não edite ou modifique o conteúdo. Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives Random Posts2011/11/26 -- Quanto vale um testemunho2012/01/24 -- [Devocional] John Piper – Fontes Transcendentes de Ternura 2012/02/10 -- Jesus é o Centro!!2011/08/16 -- Pastor ateu? Na Holanda tem2010/05/29 -- Predestinação – Charles Haddon Spurgeon

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