Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O NONO MANDAMENTO DA LEI (A VISÃO CALVINISTA) -


Por Ricardo CastroSicut scriptum est... “Não dirás falso testemunhocontra o teu próximo.”Afirmativamente,positivamente, devemos ajudar uns aos outros com fiel constância a manter averdade, para a preservação quer dos bens, quer da reputação uns dos outros. Nãodevemos prejudicar a reputação de ninguém com calúnias ou boatos, nem lhecausemos dano com relação a seus bens ou com zombaria. Isso é o que o nonomandamento diz, segundo Calvino.Deus detesta e proíbe amentida, a falsidade e maledicência – Ex 23.1,7; Lv 19.16,17. Falando mal donosso próximo, prejudicamos a sua reputação, e com mentiras e palavrasmal-intencionadas impedimos a sua prosperidade. Precisamos atentar para o fatode que cada gênero de práticas maldosas que o Senhor nos apresenta deve serrelacionada com as demais práticas maldosas (com todas). No caso dessemandamento, desse exemplo, devemos observar que o falso testemunho dado najustiça nunca está isento de perjúrio (e isso se refere a juramento público esolene).Deus ama e exige a verdade,a equidade, a justiça, assim, para a correta observância do nono mandamento, épreciso que a nossa língua fale a verdade sobre o nosso próximo, de modo quecolaboremos para que ele mantenha o seu bom nome os produtos do seu trabalho. Aboa reputação é mais preciosa que  qualquertesouro e então causamos grande prejuízo a quem privamos do seu bom nome (tantoquanto quando o despojamos dos seus recursos naturais).Poucos, pouquíssimos, são osque não estão gravemente envolvidos no vício da difamação, da calúnia, doboato, da fofoca, da maledicência. Todos nós gostamos de investigar e descobriros vícios dos outros – isso é fato. Então devemos observar o que motiva essaatitude – devemos verificar se tal motivação é boa, é santa, é justa enecessária. O mandamento que estamos considerando condena, indubitavelmente,todas as formas de detratação (injúria odiosa, falsa e revoltante denúncia queé feita por maldade ou por maledicência) ou maledicência.Para Calvino este mandamentoabrange também a proibição de fazer brincadeiras com o nosso próximo,aparentando amabilidade, e gracejar enquanto zombamos dele e o mordemos, rindouns para os outros, pois esse abuso deixa a sua marca nos que são, por nós,ridicularizados. E, ainda segundo Calvino, devemos entender que este mandamentoproíbe não somente o uso da língua pra a maledicência, mas também, e com igualpeso, o desejo e a prontidão para ouvir e crer nos boatos e comentáriosmaldosos sobre o próximo.“Portanto, se temosverdadeiro temor de Deus e se lhe votamos vero amor, façamos todo o possível,empregando todos os meios que estiverem ao nosso alcance, quanto estiver dentrodos limites da caridade cristã, para não ouvir nem falar nada que contenha ouincentive blasfêmia, e nenhuma difamação ou palavra insultuosa; como tambémfaçamos todo o possível pra não dar facilmente ao nosso coração ocasião e lugarpara suspeitas maldosas. Em vez dessa atitude perversa, procuremos dar bomsentido ao que os outros dizem e fazem, e empenhemo-nos em manter integralmentea honra e a boa reputação do nosso próximo.” – Calvino.“Não dirás falso testemunhocontra o teu próximo.”Sicutscriptum est...Bibliografia utilizadas naconstrução deste artigo: - As Institutas, volume 1(João Calvino – Editora Cultura Cristã)(Há, no artigo acima, váriascompilações da obra acima, não havendo indicação por aspas ou referências, atodas elas. Minha intenção é incitar o leitor a pesquisar nessa obra e, assimlê-la.)

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