Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

sábado, 20 de outubro de 2012

O desejo dos santos está em harmonia com a natureza deles - Richard Baxter


(1615-1591) A Eternidade é um descanso apropriado, apropriado às naturezas, aos desejos [e] às necessidades dos santos. À natureza deles. Se a apropriabilidade não cooperar com a maravilha, então as melhores coisas podem ser ruins para nós; pois é o que torna as coisas boas em si boas para nós. Quando escolhemos nossos amigos, nós muitas vezes ignoramos o mais excelente para escolher o mais apropriado. Nem todo bem concorda com qualquer natureza. Viver ao ar livre, sob os raios quentes do sol, é excelente para o homem, porque é apropriado; mas o peixe, que tem outra natureza, prefere outro elemento; e aquilo que para nós é muito magnífico tornar-se-ia rapidamente destrutivo para esse animal. Bem, aqui temos a associação da apropriabilidade com a maravilha; a nova natureza dos santos é apropriada ao espírito deles para esse descanso; e, na verdade, a santidade deles não passa de uma faísca retirada desse elemento, a qual, por intermédio do Espírito de Cristo, é inflamada no coração deles, a chama da qual, por mais cuidadosa que seja quanto a sua origem divina, sempre levanta a alma às alturas e tende a pô-la no lugar de onde ela vem. Ela trabalha em direção a seu próprio centro e nos deixa inquietos até que ali descansemos. O ouro e a glória terrena, as coroas e os reinos temporais não podem ser um descanso para os santos. Da mesma forma que não podem ser redimidos com um preço tão aviltante, também eles não são revestidos com uma natureza tão aviltante. Assim como Deus receberá deles uma adoração espiritual, apropriada a seu ser espiritual, ele também lhes dará um descanso espiritual, apropriado à natureza espiritual de seu povo. Assim como os espíritos não têm substância carnal, também eles não se deleitarão com prazeres carnais; isso seria muito vil e grosseiro para eles. Um céu cheio do conhecimento de Deus e de Cristo; uma agradável complacência nesse amor mútuo; um regozijo eterno no gozo de nosso Deus; um louvor eterno diante de sua suprema exaltação; esse é o céu para o santo, um descanso espiritual para uma natureza espiritual. Se nossa natureza não fosse, de algum modo, divina, o desfrutar da verdadeira natureza divina não seria, para nós, um descanso apropriado. É apropriado ao desejo dos santos: pois o desejo deles estará em conformidade com a natureza deles; e o descanso deles estará em conformidade com o desejo deles. Na verdade, temos agora uma natureza mista; e de princípios contrários surgem desejos contrários; e assim como eles são carne, eles têm desejos da carne; e eles também têm desejos pecaminosos. Esses desejos não são os desejos apropriados a esse descanso, nem os acompanharão nesse descanso. Mas esse descanso é apropriado aos desejos de nossa natureza renovada, os que os cristãos comumente têm. Embora nosso desejo continue incorrupto e mal orientado, negá-los, sim, destruí-los, é uma piedade muito maior que satisfazê-lo; mas aqueles que são espirituais foram plantados pelo Senhor, e ele certamente os regará e efetuará o crescimento. É tão grande o trabalho de fazê-los crescer em nós para, depois disso tudo, definharem e desaparecerem? Ele estimulou nossa fome e sede por justiça para que ele pudesse nos tornar plenamente felizes. Cristão, esse é um descanso segundo seu coração; ele contém tudo que seu coração pode desejar; aquilo que você anseia, tudo pelo que você orou e trabalhou, ali você encontrará tudo isso. Você prefere ter Deus em Cristo que todo o mundo; oras, ali você o terá! O que você não daria para ter certeza do amor do Senhor? Oras, ali você terá certeza plena, sem a menor dúvida. Não, agora seus desejos não conseguem alcançar a altura do que você deve obter ali. Esta é uma vida de desejo e de oração, mas aquela será uma vida de satisfação e de alegria. Ó! Aqueles pecadores também considerariam que ver a Deus não lhes proporcionará uma alegria apropriada aos seus desejos sensuais; portanto, a sabedoria deles é esforçar-se para ter desejos apropriados à verdadeira felicidade e direcionar seu navio para o porto certo, uma vez que percebem que não podem trazer o porto para seu navio. O descanso é muito apropriado às necessidades dos santos como também a sua natureza e aos seus desejos. Ele tem tudo que eles verdadeiramente desejam. É de Cristo e de sua santidade que eles mais precisam, e eles serão aqui supridos principalmente com isso. A chuva que a oração de Elias procurava não era mais oportuna após três anos de seca que esse descanso será para a alma sedenta.

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