Salmo:119.165;

Salmo:119.165; Grande paz têm os que amam a lei de Deus; para eles não há tropeço.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O pecado herdado e o Catolicismo Romano


Para melhor percepção da ideia do título, precisamos entender o que revelam as Escrituras sobre o pecado. Através das Escrituras compreendemos que nele há duas dimensões: natureza e manifestação. Todo ato percebido tem por plano de fundo uma natureza específica. O voar encantador das aves é possível por uma natureza adequada ao voo, da mesma forma, os anfíbios são capazes de sobreviverem a meios tão diferentes, todos coerentes à sua natureza. Nenhuma aspiração há nos peixes para saírem da água e alçarem voos abandonando as águas, de mesmasorte, nenhum mamífero prescindirá do aleitamento... são heranças que impõem ordenamento e lógica à vida.Essa relação de dependência que os comportamentos tem da natureza é regra indelével, característica do que conhecemos e também do que nos submetemos - naturalmente. Semelhantemente, herdamos ahumanidade que carregamos de nossos ancestrais, de nossos pais. Somos humanos como eles o sãoou o foram... e mortais como eles o são. Mesma natureza, mesmos atos provindos de uma mesma lei. Se beneficiados por sermos humanos, somos responsabilizados duplamente: pela natureza herdadae por sua manifestação - nossa vontade, intelecto e sentimentos são reféns de uma vida que é finita. Nada em nós é capaz de transformar essa realidade, não podemos nos libertar da natureza herdada. Nada que desejemos, façamos, pensemos, ou sintamos dissocia-nos da natureza herdada, que é nossa  identidade humana. Por sua vez, essa é o lacre genético que, diferenciando-nos de toda cadeia dos seresvivos, garante a perpetuidade da senda humana sobre esta terra. E o mal que em nós habita - exemplificado pela morte encravada em nosso história, invisivelmente está aninhado em nossa mente, em nosso coração, trazendo a inquietude própria do conflito entre a eternidade desejada e morte garantida.Sem alternativas conhecidas, a fuga disponível recorre-se a mais uma mazela herdada: a religião dos nossos pais. Assim, além dos pecados que o pecado impõe, a religiosidade da mentira adaptou-se perfeitamente ao humano que herdamos. Aflitos em nosso íntimo, mas impávidos,  convivemos com a religião natural como se verdade fosse. Antes  de apresentarmos qualquer raio de discernimento, sob o gosto epreferência dos pais, herda-se uma religião. E, em grande escala, legado de ignorância e descaso para com asEscrituras. Da mesma forma, nos arraiais "evangélicos", multiplicam os que herdam a Cristo apenas na carne, esses acostumam-se ao engano "em nome de Jesus". Em grande maioria, em nosso país, nasce-se católico. Quando menos esperamos somos crismados, sequência de um batismo imemorial, então atravessamos uma série de absurdos racionais e religiosos: as múltiplas Marias, os múltiplos sacramentos, as confissões auriculares,  os inconclusivos estágios de uma falsaredenção passando por um purgatório - que valor teria a obra redentora de Cristo?; a promessa enganosa da oração dos santos a purificar-me a cada sete dias, as ladainhas eincensários – aparência de poder e sabedoria; os incontáveis e repetidossacrifícios de Jesus nas profanas missas; da antropofagia religiosa cometida na hóstia consagrada(a quem?). Tais arranjos, com artimanhas e sutilezas,  garantem a prisão da alma e a liberdade moral para  o corpo. A migalha litúrgica oferece o suporte para o pecado contumaz. E o pecado convive candidamente com a falsidade católica, sem contudo, diluir as aflições da alma.Heranças malditas do pecado acasaladas com as herança religiosa da tradição.Nasci humano, e humano serei eternamente; trouxe a natureza do pecado e com ela permaneço, mesmo com amente renovada pelo Senhor; nasci miserável, mas a soberana graça de Deusremiu-me eternamente... e um dia livre estarei das heranças humanas, para receber dAquele tudo que tem prometido. Graças eternas ao soberano Deus, que me amou, mesmo que em mim nada suscitasse tal favor.

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